quinta-feira, 24 de julho de 2014

Movimentos

Poesia expressionista, fotografia, o grito da coruja
 
No avesso das tardes,
ecos tombados junto aos muros derruídos exortam
palidez nos becos frios
Miam ventos sorrateiros na ominosidade cega das ruas onde cavam
vazios que sombra alguma polui com negro estigma
Cai a luz.

E apetece-me gritar tudo isto;
 rir tudo isto, chorar tudo isto,
 baça como a memória, muda como um segredo,
 verbo conjugado na fome de um poema ao breve propagar da bala que move e rasga o mundo em rostos calados a sépia...
Inacabada, parto, com olhares de arvoredo.

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