quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Trova da Noite

fotografia artistica
Negros os caminhos que escorrem p'rà valeta;
o piso é velho,
a Lua é nova,
a noite é preta.
Coax'o sapo na voz do noitibó;
a chuva tarda,
o charco seca,
a noite é pó.
Ferem o vento urzais que o sorgo entrama;
o ar geme,
o sangue cai,
a noite é lama.



Perdidas as estradas em quem nelas caminha;
a rua é estreita,
a bruma é densa,
a noite é minha!

2 comentários:

Nanda Costa disse...

Magnífico poema e a foto é espectacular! Bjs.

Leda Dylluan disse...

Esta fotografia foi tirada nos canaviais, entre os choupos que ladeiam o rio, um lugar onde há sapos, urzes, sorgo (Sorghum halepense L.), noitibós durante o Verão e muitas outras corujas o ano inteiro!

Bjs.